Cinema de índio: nativas narrativas em novas tecnologias

RESUMO DO CURSO
No Brasil existem uma infinidade de narrativas que foram invisibilizadas pelo processo de colonização. Entre as quais se incluem a dos Povos Indígenas Guarani Kaiowá e Terena, que trabalham com a Associação Cultural de Realizadores Indígenas – ASCURI e produzem filmes que trazem essas marcas cosmológicas, que destoam da lógica ocidental de contar uma história e mostram outra relação de tempo – espaço no cinema, bem como suas definições estéticas pictóricas. O objetivo da oficina é sensibilizar o modo de ver e fazer cinema dos interessados, compartilhando uma narrativa ancestral trabalhada pela ASCURI no Mato Grosso do Sul com os Povos Terena e Guarani Kaiowá.

 

PROFESSOR
gilmar
Gilmar Galache é Terena do Mato Grosso do Sul, possui graduação em Design (UCDB/2008) e Mestrado em Desenvolvimento Sustentável, pelo Universidade de Brasília (CDS/UNB 2017) e tem especialização em Cinema na Escuela de Cine y Arte de La Paz (ECA/Bolívia).
É idealizador da ASCURI, no Mato Grosso do Sul, onde atua como videomaker, montador, fotógrafo e coordena as estratégias de atuação do coletivo.

DATA
11 a 14 de dezembro. De 13h às 17hs, no Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes / BH.

CONTEÚDO
1 – Introdução do cinema indígena nas Américas
Indígena no Cinema

2 – A ASCURI
Oficinas de Formação
Semeadores
Aprender fazendo
Aproximação com koexumoneti e ñanderu (xamãs)

3 – Nativas Narrativas nas Novas Tecnologias
Outras perspectivas de contar historias
O poder dos sonhos
Tekoha e Vemeuxá (Cinema e Território)
Alternativa de resistência e fortalecimento do nosso jeito de ser
4 – Como é uma oficina da ASCURI
Respeito aos Povos Indígenas
Da ideia ao filme
O valor do processo
Objetivos do filme