Cinema dos Quilombos

Sejam bem vindxs ao Chamado do Cinema dos Quilombos!

    Nosso objetivo principal é fazer uma pesquisa/levantamento, mais completa possível, de filmes feitos nos Quilombos do Brasil. A partir deste primeiro passo, pretendemos criar um catálogo online com os dados das obras, realizar mostras com os filmes e pensar formas para que esses filmes possam circular por diversos Quilombos. Já para o 2º semestre de 2020 pretendemos realizar duas mostras com parte dos filmes.

A iniciativa pretende ampliar a visibilidade da pauta quilombola e dos processos de resistência dessas comunidades num cenário de tamanho ataque aos seus direitos constitucionais. Podem ser inscritos filmes realizados por diretorxs/realizadorxs quilombolas, filmes realizados por diretorxs/realizadorxs negrxs em território quilombola e filmes quilombolas realizados em parcerias com diretorxs/realizadorxs brancxs comprometidos com a luta antirracista.

Esperamos que esse levantamento amplo da produção de cinema nos Quilombos assente as reflexões sobre as vivências e resistências dessas comunidades, que juntamente com os povos originários indígenas comportam as manifestações profundas do que chamamos de povo brasileiro.

“Quilombo é uma história. Essa palavra tem uma história. Também tem uma tipologia de acordo com a região e de acordo com a época, o tempo. Sua relação com o seu território. É importante ver que, hoje, o quilombo traz pra gente não mais o território geográfico, mas o território a nível (sic) de uma simbologia. Nós somos homens. Nós temos direitos ao território, à terra. Várias e várias e várias partes da minha história contam que eu tenho o direito ao espaço que ocupo na nação. (…) A Terra é o meu quilombo. Meu espaço é meu quilombo. Onde eu estou, eu estou. Quando eu estou, eu sou.”

(Beatriz Nascimento, 1989)

COMO FAÇO MINHA INSCRIÇÃO ?

    Para fazer sua inscrição basta preencher o formulário abaixo e informar um link válido do seu filme.

QUEM PODE SE INSCREVER?

    Reazliadorxs quilombolas, negrxs e bracxs que realizaram filmes em território quilombolas (certificados ou não) ou que abordem a temático do Quilombo em alguma comunidade. Quilombos são territórios negros autônomos de afirmação étnica e identitária  e podem ocorrem tanto nos campos quanto nas grandes cidades. O objetivo da mostra é alcançar a diversidade dos Quilombos no Brasil incorporando filmes que indiquem perspectivas quilombola sobre o mundo.

NÃO CONSEGUI FAZER MINHA INSCRIÇÃO!

    Caso tenha alguma dificuldade ou problemas para realizar sua inscrição entre em contato.

Agradecemos a todxs participantes. Nos vemos em breve!

 

Curadoria e produção:

Alessandra Brito

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Natural de Campos Belos (GO), mudou-se para Palmas (TO) em 2006, para estudar Jornalismo na Universidade Federal do Tocantins. Vive em Belo Horizonte (MG) desde 2015, onde atua como jornalista, assessora de imprensa e produtora. Desenvolve pesquisa em torno imagens feitas em contexto de quilombo no mestrado em Comunicação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde também integra o grupo de pesquisa Grupo Poéticas da Experiência (CNPq/UFMG). É militante junto à segundaPRETA desde 2017.

 

Maya Quilolo

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Maya: nome afetivo, dengoso, reconhecido por suas famílias Atlânticas.

Quilolo: aquela que vai à frente nas guerras do Quilombo, guerreira de vanguarda.

Nascida em no encontro do rio Araçuaí com o Rio Jequitinhonha em Minas Gerais, Maya Quilolo carrega no corpo as cores branca: sinal erguido pelo povo bantu no Quimbundo Rosário; e vermelha: pretoíndio caboclo de sua avó e de sua mãe. Antropóloga (UFMG), mestre em Comunicação(UFRB) e realizadora audiovisual (OI!KABUM) . Atua no entrocamento entre artes da performance, artes visuais, cinema e diversidade cultural.

 

Cardes Monção Amâncio

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Residente em Belo Horizonte, coordenador do Cinecipó e doutor em Estudos de Linguagens (CEFET-MG). Coordena também o projeto Cinema dos Quilombos, que desenvolveu oficinas de cinema no Quilombo dos Marques (Carlos Chagas-MG) que resultaram no documentário “Quilombo dos Marques: uma história de luta e fé” e a ficção “Nove águas“. No Quilombo do Palmital foi produzido junto os moradores o curta “Vamos jogar bete, jou?”.

Realização: Cinema dos Quilombos e Cinecipó