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Fissuras do imaginário 1

Dia 14/12 – 19h30

Debate com Lia Letícia (Diretora de Per Capita), Higor Gomes (Diretor de Forrando a vastidão) e Pink Molotov (Diretora de Pietá).

Mediação: Rogério Félix (CineCipó)

Minibios:

Higor Gomes. Sócio-fundador da Ponta de Anzol Filmes. Seu primeiro filme, o curta Impermeável Pavio Curto (2018), foi premiado no 20° FestCurtasBH, com o prêmio Zózimo Bulbul, no 51° Festival de Cinema de Brasília. Atualmente desenvolve o projeto de seu primeiro longa Tempestade Ninja, premiado no 10º Brasil CineMundi.

Lia Letícia pensa seu trabalho a partir de um campo ampliado de arte, na tensão entre práticas artísticas e a sua pretensa autonomia. A construção e conflitos advindos dessa reflexão engendram suas obras. Artista visual, natural de Viamão/RS, muda para Olinda/PE no final da década de 90 e explora a pintura em diversos suportes, inclusive o audiovisual, e investiga as relações entre este e a performance.  Além de escrever e dirigir seus próprios filmes, trabalha como diretora de arte. Seus trabalhos transitam entre festivais de cinema e exposições de arte, multiplica esta experiência através de ações como o Cinecão ou como artista educadora em projetos de experimentação audiovisual, como a Escola Engenho. Também colabora como diretora e montadora em trabalhos de artistas visuais, coordena coletivamente projetos da Galeria Maumau e faz parte do CARNI- Coletivo de Arte Negra e Indígena. Atualmente finaliza dois curtas, co-roteiriza e co-dirige a segunda temporada da série Brasil Visual e prepara exposição solo no Rio de Janeiro/RJ. Vive em Recife/PE.

Pink Molotov é natural da zona norte de Belo Horizonte. Uma multi-artista independente que atua na performer, pintura, direção, produção cultural, áudio visual e de moda, cenografia e atuação, além de compor o time de diretoras criativas do coletivo “As Talavistas”, um coletivo independente de produção estética afro LGBTQIAP+. Sua produção direciona-se, não somente, a valorização das africanidades latentes que resistem aos processos epistemicídas vigentes no nosso país, mas, também se interessa em ampliar as possibilidades de existência e performance social do corpo preto através da ocupação do imaginário coletivo.

Rogério Felix é pesquisadore y curadore independente. Bacharel em Museologia pela Ufba. Investiga o potencial das imagens da herança cultural africana em acervos museológicos para experimentação de práticas curatoriais interdisciplinares, girando em torno de questões que colaborem para promover autodeterminação histórica. Se interessa pelas relações entre cultura (i)material e arte contemporânea, operando através da documentação, ação cultural-educativa e crítica. Recentemente, foi colunista do site Itaú Cultural (2021) e integrou o Programa de Bolsas Milton Santos (2020-1).