Filmes – Serra do Cipó 2015 (Praça Principal)

CINECIPÓ – SERRA DO CIPÓ

Dia 14/10/15 – quarta-feira

18h30 – Longa-metragem

A lei da água (Novo Código Florestal) – Dir. André D’Elia, Documentário, 78’, SP, 2014

A Lei da Água (Novo Código Florestal)” esclarece as mudanças promovidas pelo novo Código Florestal e a polêmica sobre sua elaboração e implantação. O documentário mostra como a lei impacta diretamente a floresta e, assim, a água, o ar, a fertilidade do solo, a produção de alimentos e a vida de cada cidadão. Produzida ao longo de 16 meses, a obra baseia-se em pesquisa e 37 entrevistas com ambientalistas, ruralistas, cientistas e agricultores. Retrata ainda casos concretos de degradação ambiental e técnicas agrícolas sustentáveis que podem conciliar os interesses de conservação e produção da sociedade.

Mostra Competitiva de Curtas – 20h

O Sepulcro do Gato Preto – Dir. Kaneda Asfixia e Frederico Moreira, 25′, SP, 2015

A busca por um jovem desaparecido no subúrbio de São Paulo leva seus amigos a uma história ainda maior: o desaparecimento de uma comunidade inteira na região norte da cidade. Em meio à história da exploração do minério ao suor dos trabalhadores locais, os jovens caminham pelos escombros com uma câmera na mão, e são surpreendidos por aqueles que ainda lutam pela comunidade. Uma vila que teve importante papel na história do País, mas que não se imaginava seu lado sombrio além dos holofotes.

Marrocos – Dir. Andrea Nero e Iajima Silena, 8′, SP, 2015

O espaço do antigo Cine Marrocos é hoje ocupado por cerca de 500 famílias organizadas em torno de um movimento social pela habitação. O mesmo espaço há décadas atrás era cenário de importantes episódios da cinematografia brasileira. A palavra Marrocos transforma-se em ponte possível de acesso à culturas que possuem a prática nômade e o cenário desértico como elementos marcantes de um imaginário praticamente atemporal. O documentário utiliza-se destes elementos para abordar – privilegiando aspectos sensoriais e imagéticos – as realidades provisórias que atravessam a história de vida do Cine Marrocos e de seus atuais moradores. Marrocos é um documentário que aborda o tema da transitoriedade, criando relações com o imaginário do nomadismo que se identifica com o atual contexto urbano.

Ritual Pam Pam Pam – Dir. Ramon Coutinho, Experimental, 4′, BA, 2014

No território Caiataia, tribos sociais se organizam regularmente em rituais sonoros que reproduzem o “Pam-pam-pam” ou “Canto dos deuses furiosos”. Através de enormes caixas de som em veículos automotores, milhares de pessoas participam com danças e bebidas, buscando elevar os prazeres carnais e espirituais.

Sementes – Dir. Marcelo Engster, Documentário, 12’, RS, 2015

No interior do Rio Grande do Sul, um grupo de pequenos agricultores se reúne. Em um dia de mutirão, trabalham na propriedade onde produzem coletivamente, trocam sementes e preparam um almoço com o que eles mesmos plantaram. São guardiões de sementes crioulas, agricultores familiares que produzem e preservam os grãos naturais e tradicionais, selecionados e melhorados durante centenas de anos pelos camponeses, que quase desapareceram com a Revolução Verde. Em um banco de sementes, resgatam e protegem as mais diversas variedades de grãos, difundindo-as através de trocas.

Água – Dir. Cristiano Sousa, Documentário, 2’22’’, GO, 2015

Reflexão sobre a água, sua distribuição e a necessidade de economia no seu uso. Um alerta para que não haja desperdício hoje e no futuro.

Honório dois minutos de sol (Honório dos minutos de sol) – Dir. Paco Gisbert e Paqui Ramírez, Documentário, 21’23’, Espanha, 2015

Honório, um senhor que vive em uma grande cidade tem uma missão: sentir pela última vez o sol.

Era uma vez uma sombra – Dir. Rodolpho “Urubu” Soares, Experimental, 2’49’’, MG, 2015

Era uma vez uma sombra…agora fica a memória… que pouco a pouco vai embora.Era uma linda alameda, nem sempre ficam os ficus. 

Retirantes – Dir. Maíra Coelho, Animação, 13′, RS, 2014

O curta-metragem Retirantes, livremente inspirado na pintura de Cândido Portinari (Retirantes1944), conta a história de uma mulher que vaga por terras áridas e despovoadas sem ter como alimentar seu filho. Na estrada estão os seus iguais, uma procissão que reza por auxílio, crianças, calangos e uma bandinha de forró que caminha em retirada.  Com um toque de fantasia, a narrativa revela componentes mágicos lançados sobre as dificuldades e mistérios de um povo esquecido. O filme mescla teatro de bonecos, artes visuais, cinema e é ambientado com elementos peculiares à realidade do agreste e seus fenômenos universais.

e paría os índios, o lixo! – Dir. Edson Damas da Silveira e Serguei Aily Franco de Camargo, Documentário, 20’, RR, 2014

A comunidade indígena Ouro Preto localiza-se na Terra Indígena São Marcos, no norte de Roraima, divisa com a Venezuela. A comunidade vive em constante conflito com a sede municipal de Pacaraima, instalada pelo Governo de Roraima como obstáculo a perpetuação da terra indígena.

Atualmente, encontra-se em trâmite no STF uma ação para a desintrusão dos não índios da área. O processo entretanto, está parado há mais de dez anos sem qualquer providência. O resultado da omissão do Estado é degradante ao submeter comunidades indígenas e o meio ambiente da região, ao dispor irregularmente todo o lixo doméstico da cidade nas imediações da comunidade Ouro Preto, provocando doenças e ferindo a dignidade de todos.

Dia 15 /10/15 – quinta-feira

Média-metragem – 18h30

Parauninha: entre serras, pelas águas, com gente – Dir. Rurian Valentino, Documentário, 52’, MG, 2014

A vida de ribeirinhos na zona rural de Conceição do Mato Dentro, dentre belas paisagens, as dificuldades, e a ameaça à cultura e ao meio ambiente, dados em grande parte pelo êxodo rural.

Mostra Competitiva de Curtas – 20h

Habitar (Habitar)- Dir. Mikel Subiza Jiménez, Experimental, 14’58’’, Espanha, 2015

É possível construir um amplo e profundo espaço, aberto para as luzes do sol e da lua? Habitar apresenta um encontro entre escultura e dança. Inspirado pelo trabalho e pensamento de Eduardo Chillida, Habitar explora diferentes formas de interação social. Seu propósito é iniciar um diálogo que nos leve mais próximo daquilo que nos une.

Entrecorpos – Dir. Gustavo Raulino, Experimental, 14’, SP, 2015

Estamos em uma 2014 fora do tempo, num cenário em que uma represa seca de solo craquelado representa a cidade de São Paulo. Um único casal, Mariana e Renan, habita esse deserto, a cidade desintegrada. Ao se reconhecerem naquele contexto, os dois passam a investigar as causas da seca. Mariana escreve um texto para o qual Renan dá voz. Os dois se comunicam no silêncio, enquanto o poema-narração tece as primordiais imagens que se alternam entre a intimidade serena do interior da casa e a hostilidade árida do espaço externo. Aos poucos a consciência deles desperta para a falta que causa a falta d’água: a falta do entre, a desconexão de todos os corpos, o corpo espiritual e o corpo material, o corpo de um e o corpo do outro, o corpo humano e o corpo Terra. A falta d’água, substância da vida, seria também a falta do sentimento oceânico de ser parte de um todo. À medida que o casal passa a ver-se na problemática e como problemática, as fronteiras entre seco e molhado, vida e morte, espírito e matéria, voz e texto, começam a se dissolver no pó.

Um dia – Dir. Angelo Defanti, Documentário, 20’, RJ, 2015

Marcelo vive um dia nublado no Rio de Janeiro.

O corpo e meu – Dir. Luciana Oliveira, Documentário, 24’, SE, 2014

O filme questiona o modo como a mulher e o seu corpo é representado na mídia televisiva. Ouvindo depoimentos de mulheres comuns, militantes e uma profissional da publicidade, o documentário promove uma reflexão sobre a situação da mulher nos dias de hoje na TV brasileira. É um filme de mulheres, escrito e realizado prioritariamente por mulheres, como um grito de protesto contra a objetificação do corpo feminino e os estereótipos criados pela mídia, que a prejudica física e psicologicamente e a reprime impondo ideias machistas, como padrões de beleza e comportamento.

Mercado Novo (Nuevo Mercato)- Dir. Sebastiano Caceffo, Documentário, 12’02’’, Itália, 2015

Este documentário segue o caminho de distribuição que usualmente traz frutas e verduras para nossas mesas. A escolha foi, entretanto, abordar pessoas que encontraram uma alternativa para o sistema de consumo que cresceu com base no desperdício. Porém não é fácil burlar isso, pois há um conjunto de leis, empresas e a moral. Mas esta nova geração de jovens não se envergonha a se opor a esta loucura racional que é aceita como um simples hábito.

Dia 16/10 – sexta-feira

Longa-metragem – 18h30

Brasil S/A – Dir. Marcelo Pedroso , Ficção, 71’, PE, 2014

No Brasil dos últimos 500 anos, Edilson esteve cortando cana-de-açúcar. Um dia, as máquinas chegaram e ele deixou o corte para se engajar em sua primeira missão espacial. Um pequeno passo para ele, um salto enorme para o Brasil.

Mostra Competitiva de Curtas – 20h

Um Rio em Disputa – Dir. Marcio Isensee Sá, Documentário, 21’58’’, PA, 2015

Às vésperas de perderem suas terras para mais uma megausina hidrelétrica estratégica para o governo federal, comunidades do Rio Tapajós, um dos mais preservados do país, preparam-se para defender o que é seu.

Os meninos do rio – Dir. JAVIER MACIPE, Ficção, 14’, Espanha e Portugal, 2014

Na margem do rio, em um bairro de Porto, todas as crianças provam sua coragem pulando da ponte Luís I no rio Duero. Leo nunca pulou. Ele é diferente, mas está cansado de todos pensarem que ele é um covarde.

O sonho do nixi pae – Dir. Amilton Mattos, Documentario, 20’, AC, 2015

O SONHO DO NIXI PAE percorre os cinco anos da trajetória do MAHKU – MOVIMENTO DOS ARTISTAS HUNI KUIN. O MAHKU reúne o grupo de pesquisadores das artes visuais e da musicalidade do povo huni kuin que vive no estado do Acre, Brasil.

O MAHKU foi idealizado por Ibã Huni Kuin, professor e pesquisador da cultura musical huni kuin, a partir do Projeto Espírito da Floresta, resultado de parceira iniciada em 2009 com Amilton Pelegrino de Mattos (LABI – Laboratório de Imagem e Som/Licenciatura Indígena/Universidade Federal do Acre – Campus Floresta)

Eu não penso igual a eles – Dir. Richard Pinheiro, Documentário, 7’15’’, SP, 2014

Índio Badaross. Morador de rua e dependente químico que encontrou nas artes uma alívio par suas mazelas.

A Farra do Boi de Mamão – Dir. Guilherme Pozzibon, Documentário, 5’22’’, SC, 2014

Neste documentário experimental é apresentado o retrato de duas manifestações culturais da ilha de Florianópolis: a “Farra do Boi” e o “Boi de Mamão”. Que, entrecruzadas, contam a história de um boi que resolveu cair na farra.

Sempre Viva – Dir. Tiago Carvalho, Documentário, 23’58’’, RJ, 2014

Na Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, comunidades tradicionais defendem seu direito de manejar as campinas onde há séculos colhem flores sempre-vivas e criam gado. Nos últimos anos, a criação de parques de conservação integral na região interditou o acesso dos apanhadores de flores a seus territórios.

Dia 17/10/15 – Sábado 

Média-metragem – 18h30

Índio cidadão? Dir. Rodrigo Arajeju, Documentário, 52’, DF, 2014

A União das Nações Indígenas, em ato de desobediência civil contra a tutela do Estado, coordena movimento político de participação popular na Constituinte (1987/88). Vinte e cinco anos depois, o Movimento Indígena ocupa o Plenário da Câmara dos Deputados e realiza Mobilização Nacional em Defesa dos Direitos Constitucionais ameaçados pelo próprio Congresso Nacional. A Nação Kaiowa e Guarani, alheia ao Direito e à Justiça, revela a narrativa testemunhal do genocídio indígena em marcha no estado do Mato Grosso do Sul.

Mostra Competitiva de Curtas – 20h

Dia da mentira – Dir. Thiago B. Mendonça, Marco Escrivão, Documentário, 25’, RJ, 2014

O filme homenageia a luta simbólica, uma parada de carnaval e um escracho público, carregado de sentimento. Um sonho radical de mudança formalizada em estética fílmica, porque a imaginação incomoda muita gente.

Migração (Migration) – Dir. Ricard Carbonell, Documentário, 1’27’’, Espanha, 2014

Migração.

Uma gota (Una gota)- Dir. Joss Sánchez , Ficçao, 9’, México, 2014

Juanita, uma menina de sete anos de idade, vive em um lugar onde a água é escassa. Uma manhã, seu avô, a única família que tem, está morrendo e ela vai em busca de água na esperança de salvá-lo. Quando ela voltar vai decidir o destino daquelas poucas gotas.

Pássaro do Amor ( Morgh-e-Eshgh) – Dir. Kouros Samanian, Ficção, 4′, Irã, 2015

Um plano sequência do conflito entre tradição e modernidade na vida cotidiana, sua relação com a família e as próximas gerações.

A batalha das colheres – Dir. Fabiana Leite, Ficção, 26’, MG, 2015

Após ser abandonado por Francisca, Salomão projeta contra ela uma vingança cruel e em seguida parte para um lugar distante onde pretende tocar sua vida impunemente, ao lado de outra mulher. Ele só não esperava que bem ali, naquele pequeno vilarejo, um “lugar sem lei”, poderia ser confrontado pelos seus atos.