GAZUAS: emergindo silêncios submersos

RESUMO DA OFICINA

Gazua refere-se a uma ferramenta capaz de fazer funcionar fechaduras e cadeados. Nessa proposta tal instrumento torna possível a emersão de quilombos submersos por sombras coloniais. Onde estão os quilombos urbanos submersos de BH? Como emergir gazuas submersas? Como se dão as práticas culturais dentro dos quilombos? O que os quilombos têm a nos dizer? Diante das questões apresentadas, “GAZUAS: emergindo quilombos submersos” propõe a criação de narrativas contra hegemônicas sobre e em territórios urbanos reconhecidos como quilombos ou que simbolicamente tenham em sua constituição elementos e características da resistência e da força de um quilombo, como as ocupações urbanas. Para tanto, durante os dias 7 e 14 de dezembro juntamente com os participantes construiremos derivas pelo território a partir do mapeamento de gazuas, no intuito de identificar narrativas afetivas, gestos e contextos históricos. A constituição de uma narrativa poética audiovisual, a ser gravada no final da vivência, se interligará a partir da construção coletiva.

Para Beatriz Nascimento “é preciso imagem para recuperar a identidade, tem que se tornar-se visível, porque o rosto de um é o reflexo do outro, o corpo de um é o reflexo do outro e em cada um o reflexo de todos os corpos”. GAZUAS: emergindo silêncios submersos justifica-se por propor a construção de narrativas e poéticas em primeira pessoa relacionando imagem e corpo a questões identitárias.

PROFESSORA
Charlene Bicalho (João Monlevade | MG, 1982)​ vive entre Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Organizadora e fundadora do projeto RAIZ FORTE, artista independente, mestra em administração, inicia seus trabalhos em 2010 com pesquisas sobre o devir negra e identidades. Seu lugar social no contexto diaspórico, as violências psíquicas advindas da dupla opressão sexismo/racismo e as curas também são como fios condutores de suas obras, que transitam sobretudo pela pesquisa-ação, em fotografia, performance, vídeo e dança.
Charlene_foto Joana Quironga

No cinema realizou as seguintes obras: Websérie Raiz Forte; Websérie Mulheres de Raiz Forte; margens de ti; onde você ancora seus silêncios? #1; onde você ancora seus silêncios? #2; Imanência; Gazuas: Bará do Mercado de Porto Alegre. Participou de ações em diversos espaços como MAC – Museu de Arte Contemporânea de Lima, Espaço Cultural Fort Grifoon (França), MAES – Museu de Arte do Espírito Santo (ES), MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul (RS), Pinacoteca (SP), SESC Guarulhos, SESC 24 de maio (SP), SESC Pompéia (SP), SESC Glória (ES), VALONGO – Festival Internacional da Imagem (SP), Galeria Homero Massena (ES), Casa Porto (ES), Teatro Espanca (MG) e Teatro Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

DATA
7 a 13 de dezembro. Ocupação Carolina Maria de Jesus: Rua Rio de Janeiro, 109 – Centro – Belo Horizonte.

 

HORÁRIOS

Dias 7, 8 e 9/12 – 09h às 12h e de 14h às 17h

Dias 10, 11, 12 e 13 – horários a serem combinados com os participantes de acordo com as necessidades de produção e edição do vídeo que será realizado.

 

Inscrições