Filmes

NOTA DA CURADORIA – Cardes Amâncio, Fabiana Leite e Luís Flores

Não é preciso repetir pela enésima vez, em mais uma plataforma para a fala, que os tempos em que vivemos são sombrios. Não é preciso discursar novamente que esses tempos, sendo sombrios,contagiam tudo com um caráter fortemente político,incontornavelmente político, afinal de contas, como já nos ensinava a poeta polonesa Wisława Szymborska, “somos filhos da época / e a época é política. // Todas as tuas, nossas, vossas coisas /diurnas e noturnas / são coisas políticas”. Mais ainda, não é preciso redizer, diante das evidências tão brutais que nos chegam todo dia pelas redes sociais ou jornais, em geral com gritante desprezo pela vida ou cinismo, que o mundo está errado, que o país vai mal – coisa que quem minimamente se importa com a vida e seu valor pode facilmente constatar em quase todo lugar.

O cinema, coisa noturna, do foco luminoso que banha a escuridão, que cria imagens onde antes nada havia, não está isento desse aspecto político, desse espaço, desse significado. Eu disse coisa noturna,mas que na verdade não deixa de ser diurna, cada vez mais,irredutível ao espaço da sala – e muito menos ao da TV, do celular, dos mecanismos de streaming. Um cinema que extravasa as fronteiras e que retorna para o mundo. Em outras palavras, um cinema que privilegia o mundo à narrativa, ao espetáculo, ao comércio das imagens, tantas vezes vão, quando não perverso e violento.

Então, se não é preciso reiterar a dimensão política do cinema,é porque ela está aí para ser vivida, para ser experimentada. Para ser partilhada, entre olhares também mergulhados na luta e na transformação. “Está aí”, fique claro, não como uma fórmula mágica, como a designação de um oásis já instaurado, mas como um horizonte de contínua construção, de incessante busca. Uma construção que envolve, sim, a perspectiva estética, em prol de formulações propriamente fílmicas ou artísticas para as questões existentes nos territórios concretos, uma perspectiva que mobilize um engajamento próprio com a realidade, uma participação perspicaz, uma intervenção justa, sem perder de vista que o mundo já está demasiado cheio de imagens quaisquer. Logo, uma construção que traz consigo, nesse mesmo gesto de elaboração estética,artística, cinematográfica, uma organização política de resistência, que recuse ou enfrente os podres poderes instituídos no mundo.

Finalmente, por acreditar que essa construção, de resistência e insurgência, se faz também na escolha das imagens, nos circuitos específicos dos filmes – em festivais, mostras, cineclubes etc. –e na visibilidade conferida a eles, com seus corpos, suas palavras,suas ações ou ideias imagéticas, nós do CineCipó buscamos ressaltar as questões políticas presentes nas telas, assumidas em concepção plural, bem como as linhas de fuga vislumbradas contra tudo aquilo que constitui violência e opressão. Esse gesto se reflete, evidentemente por mérito e vigor próprios das obras, em um corpo de filmes que entoam lutas muitos tangíveis, com a presença expressiva de diretores e diretoras indígenas, negras e LGBTQI, e também dos trabalhos locais. Uma presença que se desdobra, ainda,nos encontros de realizadores e realizadoras com o público das sessões, a fim não apenas de incentivar o debate crítico em torno das imagens, mas também de promover encontros potentes, capazes de renovar os laços de luta e de união.

Espectadoras e espectadores, fica aqui nosso convite para trocar e conviver ao longo desses dias.

 

Programação Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes

Teko Haxy – ser imperfeita / Dir. Patrícia Ferreira e Sophia Pinheiro/ Documentário / 39´/ 2018
Um encontro íntimo entre duas mulheres que se filmam. O documentário experimental é a relação de duas artistas, uma cineasta indígena e uma artista visual e antropóloga não-indígena. Diante da consciência da imperfeição do ser, entram em conflitos e se criam material e espiritualmente. Nesse processo, se descobrem iguais e diferentes na justeza de suas imagens.
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Estranho animal / Dir. Arthur B. Senra / Experimental / 5´/ Belo Horizonte-MG / 2019
Estranho animal a ditadura: homens sem asas, pássaros sem pés.
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A floresta de Dimo (Dimo’s Forest) / Dir. Hristo Simeonov / Ficção / 24´/ Bulgária / 2018
Dimo é um guarda florestal numa aldeia búlgara nas montanhas, que está acostumado a exercer sua autoridade para proteger a floresta estadual de ser danificada. Mas a madeira é um recurso cobiçado por muitos: como lenha pelos mais pobres da vila e também pelo prefeito, que, cortando ilegalmente, deseja tirar mais proveito da floresta do que Dimo pode aprovar. Quando Dimo testemunha um transporte ilegal de madeira, ele é confrontado com seu desamparo.
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Yurt / Dir. Iván Perinango/ Documentário / 12´ / Espanha/ 2018
Uma família se prepara para o grande inverno que está para chegar na Sibéria.
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Abaya: resistência e ancestralidade / Dir. Grazie Pacheco e Frederico Moreira / Documentário / 3´/ São
O encontro do Ilú Obá de Min, Mães de Maio e UMOJA , sua união, luta, ideais e resistências em uma noite onde a Rainha Mãe toma forma para denunciar a falsa abolição da escravatura.
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Majur / Dir. Iris (Rafael Irineu) / Documentário / 20´/ Mato Grosso-MT / 2018
Conheça Majur, LGBTQ+ chefe de comunicação em uma aldeia no interior de Mato Grosso.
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Empate / Dir. Sérgio de Carvalho / Documentário / 90´/ Rio Branco-AC / 2019
Mesmo com todas as repercussões do assassinato de Chico Mendes, líder seringueiro que foi baleado há mais de 30 anos a mando de grandes organizações, o Brasil continua sendo palco de grandes ataques dos latifundiários. Entre memórias, reflexões e questionamentos para o futuro, companheiros da luta de Chico se reúnem-se e debatem os novos desafios que precisarão enfrentar nos próximos anos para manterem suas terras longe dos interesses do agronegócio.
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Menino-pássaro / Dir. Diogo Leite / Ficção / 15´/ São Paulo-SP / 2018
Um olhar de um diretor negro para a branquitude: Gabriel se instala ao lado de uma árvore em um bairro nobre da cidade de São Paulo. Clarisse acompanha atônita e inerte o tratamento dado a Gabriel, ao mesmo tempo em que leva uma vida estagnada e dependente da mãe.
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A mulher que eu era / Dir. Karen Suzane / Ficção / 12´/ Contagem-MG / 2019
“A Mulher Que Eu Era” acompanha o cotidiano de Cacau, mulher negra que casa com um homem branco. Dentro de sua rotina ela encara suas lembranças e, em um contexto onírico, suas memórias lidam com momentos passados de opressão.
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BR3 / Dir. Bruno Ribeiro / Ficção / 23´/ Rio de Janeiro-RJ / 2018
Kastelany chega na casa da Luciana. Mia se prepara para sair à noite com suas amigas. Dandara transa com Johi pela primeira vez.
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Linha / Dir. Francisco Lira / Animação / 4´/ São Bernardo do Campo-São Paulo / 2018
Dois homens de uma mesma comunidade saem para trabalhar e suas vidas se cruzam de uma forma inesperada.
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E o que a gente faz agora? / Dir. Marina Pontes / Ficção / 16´/ Cachoeira-BA / 2019
“E não há, de onde vejo, nenhuma diferença entre escrever um poema maravilhoso e me mexer na luz do sol junto ao corpo de uma mulher que amo.” Audre Lorde
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A criação do mundo (The creation of the world / Dir. Antonio Coello / Animação / 10´/ México / 2019
O mito da criação é adaptado para um curta de animação feito por crianças e idosos indígenas Seri.
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Motriz / Dir. Tais Amordivino / Documentário / 15´/ Salvador-BA / 2018
Apesar dos olhos d’agua, Bete carrega consigo um sorriso largo que entrelaça a dor, o afeto e a saudade das filhas.
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11:40 / Dir. Claudia Ruiz / Ficção / 12´/ Espanha-Argentina / 2019
Damián (10) e seu irmão mais novo, Matias (7), começam a frequentar uma nova escola localizada ao lado de uma prisão. O dia antes do novo começo é o aniversário de Damián, que recebe um relógio e o convite para um encontro que aguardará ansiosamente: a hora 11h40.
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Cinzas e brasas (De cendres et de braises) – Dir. Manon Ott / Documentário / 72´/ França / 2018
Documentário que coloca em evidência os moradores de um subúrbio. Os trabalhadores do local se abrem para o espectador falando sobre seu dia a dia, incluindo suas possíveis revoltas, o sonho por uma vida melhor e com liberdade.
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Peixe / Dir. Yasmin Guimarães / Ficção / 17´/ Belo Horizonte-MG / 2019
Marina é uma jovem mulher que trabalha em Belo Horizonte realizando entregas com a sua bicicleta.
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Alma Bandida / Dir. Marco Antônio Pereira / Documentário / 15′ / Cordisburgo-MG / 2018
Em Cordisburgo, interior de Minas Gerais, várias pessoas se dedicam à procura de cristais em buracos profundos. Lá, Fael é um cantor de funk que precisa lidar com as incertezas da vida.
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Lauri e a Subversão / Dir. Marco Escrivão e Pedro F. Russo / Documentário / São Carlos-SP / 25´/ 2018
* Sessão com debate com os/as diretores/as
Lauri, revolucionário executado pela ditadura civil-militar brasileira. Um fato, duas versões.
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Aos de ontem, aos de sempre / Dir. Elvis Pinheiro, Jaildo Oliveira, Laryssa Raphaella, Lívia Agra, Raquel Morais e Ravi Carvalho / Experimental / 10´/ Juazeiro do Norte-CE / 2018
Uma jovem mulher se dirige aos seus, que sofrem desde muito tempo com os preconceitos impostos aos que carregam na cor da pele uma pena dura de ser vivida. Neste trabalho ouvimos suas histórias, memórias e vivências pessoais, numa reflexão sobre o racismo cultural, no Brasil, o que ele representou e ainda representa na rotina cotidiana das pessoas negras.
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À Luz do Sol / Dir. Edielson Shinohara / Documentário / 13´ / Belém-PA / 2018
O filme traz relatos sobre aspectos da trajetória de personagens travestis e transexuais de Belém-PA, na região amazônica. Retratos de sua luta cotidiana, no trabalho e contra o preconceito, fazem referência a pessoas que muitas vezes são invisibilizadas.
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Os verdadeiros lugares não estão no mapa / Dir. João Araió / Documentário / 7´ / Duque de Caxias-RJ / 2019
A única imagem que Luísa guarda de si é a foto 3×4 da carteira de identidade. O retrato de seu espaço cotidiano é o ponto de partida para reconstituir o álbum de família que jamais existiu.
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Sair do armário / Dir. Marina Pontes / Documentário / 4´/ Cachoeira-BA / 2018
“Eu penso todo o tempo que se tivesse nascido muda, ou se tivesse mantido um juramento de silêncio toda minha vida, teria sofrido igual, e igualmente morreria.” Audre Lorde.
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Soccer boys / Dir. Carlos Guilherme Vogel / Documentário / 15´/ Rio de Janeiro-RJ / 2018
Enquanto se preparam para disputar a Taça da Diversidade, os jogadores do Beescats Soccer Boys discutem questões importantes com relação à homossexualidade no futebol e a homofobia na sociedade contemporânea. O filme acompanha André e Douglas, dois jogadores do primeiro time de futebol gay do Rio de Janeiro, os quais expõem as mudanças em suas vidas a partir do momento em que ingressaram no time e refletem sobre a forma como isso afeta o contexto mais amplo da discriminação sexual no Brasil.

O grande amor de um lobo / Dir. Kennel Rogis e Adrianderson Barbosa / Documentário / 12´ / São Miguel do Gostoso-RN / 2018
Na busca pelo verdadeiro amor um jovem faz da realidade seu próprio filme.
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592 metros acima (592 metroz goiti) / Dir. Maddi Barber / Documentário / 24´/ Espanha / 2018
Nas encostas dos Pirinéus Navarreses, a construção da barragem de Itoiz nos anos 90 inundou sete aldeias e três reservas naturais. Hoje, uma faixa de terra nua, 592 metros acima do nível do mar, marca uma linha divisória na paisagem do vale. Abaixo desse nível, a água; acima dela, a vida continua.
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Aulas que matei / Dir. Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia / Ficção / 24´/ São Sebastião-DF / 2018
Mais um dia de aula. Nem todos conseguem chegar.
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Breve Miragem de Sol / Dir. Eryk Rocha / Ficção / 98´/ Brasil, França e Argentina / 2019
Vivendo à própria sorte e recentemente divorciado, Paulo (Fabricio Boliveira) começa a trabalhar como taxista durante a noite, no Rio de Janeiro. Lutando para conseguir dinheiro suficiente para pagar a pensão do filho de 10 anos, Paulo trabalha exaustivamente e, nessa jornada noturna, sempre encontra novos rostos que o ajudam a enfrentar a solidão. Entre essas pessoas, está Karina (Barbara Colen), uma enfermeira que traz a paz e o amor de volta para sua vida.
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Antes que o tempo defina o que sou / Dir. João Borges / Documentário / 55′
Com mais de duas centenas de canções escritas, o compositor Flávio Henrique, fonte de inspiração para o filme “Antes que o Tempo Defina o que Sou”, foi parceiro de músicos como Milton Nascimento, Toninho Horta, Marina Machado e Chico Amaral, além de integrar o quarteto Cobra Coral. Flávio Henrique morreu aos 49 anos, vítima de febre amarela, em Belo Horizonte/ MG. Seu falecimento gerou imensa comoção no território mineiro, sobretudo na classe artística, que constava em Flávio um talento imenso para o diálogo com artistas da nova geração, alguém com uma percepção aguçada de seu cotidiano, um ser político que se movimentava entre composições suaves e ironia refinada. Em julho de 2018 foi realizado no grande teatro do Palácio das Artes um tributo às canções de Flávio Henrique, idealizado por parceiros musicais, amigos e familiares do compositor.”Antes que o Tempo Defina o que Sou” acompanha os ensaios e preparação deste evento, navega em materiais de arquivo, culminando em um espetáculo histórico, que registra a celebração de uma obra marcada pela delicadeza das parcerias e pela sofisticação musical.

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Coração do mar / Dir. Rafael Nascimento / Ficção/ 20´/ São Bernardo do Campo-SP / 2018
Cercado pela violência da região metropolitana, onde no Brasil a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado, Cadu, filho de Teresa, aos 10 anos sonha conhecer o mar.
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NoirBlue: deslocamentos de uma dança / Dir. Ana Pi / Documentário / 27´ / Belo Horizonte-MG – França / 2018
No continente africano, Ana Pi se reconecta às suas origens através do gesto coreográfico, engajando-se num experimento espaço-temporal que une o movimento tradicional ao contemporâneo. Em uma dança de fertilidade e de cura, a pele negra sob o véu azul se integra ao espaço, reencenando formas e cores que evocam a ancestralidade, o pertencimento, a resistência e o sentimento de liberdade.
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Antonio e Piti / Dir. Vincent Carelli e Wewito Piyãko (Asháninka) / Documentário / 90′ / Terra Indígena Kampa do Rio Amônia-AC / 2018
Uma história amazônica de um amor rebelde que rompe fronteiras morais e culturais da época, narrado por Dona Piti, filha de Chico Coló, um “soldado da borracha”, e por Antônio, um Ashaninka oriundo do Peru.
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A felicidade delas / Dir. Carol Rodrigues / Ficção / 14´/ São Paulo-SP / 2019
Ivy e Tamirys fogem juntas da polícia depois da Marcha do 8 de março. Durante a fuga, vão parar em um prédio abandonado onde amadurecem o desejo que sentem uma pela outra desde o primeiro momento em que se viram na manifestação. A polícia chega e elas se escondem. O espaço daquele aquário de concreto é muito apertado e seus corpos ficam muito próximos. A tensão da violência que se aproxima, anunciada pelo barulho que aumenta cada vez mais no cômodo ao lado, prenuncia a explosão.AFD_FRAME_2

Circuito (Circuit) / Dir. Delia Hess / Animação / 8´41´´ / Switzerland / 2018
Em um pequeno planeta, cada qual em seu pequeno universo particular, os habitantes realizam suas ações poeticamente surreais, que se repetem em um ciclo interminável. Todos eles fazem parte de um pequeno ecossistema complexo, que só pode funcionar se cada um deles desempenhar seu papel, algo que eles desconhecem.
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Riscados pela memória / Dir. Alex Vidigal / Ficção / 20´ / Brasília-DF / 2O18
O dono de um sebo de discos, em meio a uma compra de LPs de segunda mão, se depara com algo que vai muito além de uma aquisição trivial.
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Nossa terra / Dir. Samuel Moreira / Documentário / 20´/ Itajaí-SC / 2018
“Nossa Terra” é um documentário que mostra o fortalecimento dos índios Xokleng por meio do resgate cultural, educação qualificada e o ensino da língua materna dentro do currículo escolar.
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Medo (Fear) / Dir. Alyona Polyakova / Experimental / Rússia / 2´18´´ / 2019
Always put yourself on the place of the one next to you. Especially if you handled him.
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Santa, o filme / Dir. Marco Andrade / Ficção / 8´12´´ / Cataguases-MG / 2019
Na comunidade do Glória, distrito de Cataguases, Santa, uma mulher transexual, assume o lugar da mãe nas obrigações da igreja, no reforço escolar e torna-se defensora dos direitos da comunidade e porta voz da associação de mulheres rurais contra a mineradora que explora o local. Entre a briga com a mineradora e a preparação para a coroação da virgem, Santa conhece Cícero, o novo supervisor da mineradora e se apaixona por ele. Como amar a quem pode ser seu inimigo? Como amar a quem representa tudo o que lhe é contrário? Uma história sobre resistência, afeto, pertencimento e primeiro amor.
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A Tradicional Família Brasileira – KATU / Dir. Rodrigo Sena / Documentário / 25´/ Natal-RN / 2019
Em 2007 é produzido um ensaio fotográfico em reconhecimento aos povos originários Potiguaras, retratando doze adolescentes pertencentes ao Eleutério do Katu, RN. Doze anos depois o fotógrafo volta ao Katu em busca desses protagonistas, hoje já adultos, para saber sobre suas trajetórias pessoais e suas visões de mundo.
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Aguyje / Dir. João Couto / Documentário / 35´/ Rio de Janeiro-RJ / 2019
Um dia na vida de pai e filha em uma aldeia Guarani-Mbya no Brasil é guiado por sonhos e problemas que as populações nativas enfrentam diariamente enquanto vivem no mundo modernizado.
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Bimi, Shuku Ikaya / Dir. Isaka Huni Kuin, Siã Huni Kuin, Zezinho Yube / Documentário / Aldeia Segredo do Artesão/Tarauacá-AC / 52 min / 2018
Bimi, Shu Ikaya é um telefilme que mergulha na trajetória de vida de Bimi, Mestra Artesã que se tornou liderança política de sua Aldeia Segredo do Artesão/Tarauacá-Acre, atividade essencialmente masculina, obtendo o reconhecimento de sua Terra Indígena. O filme dá voz e visibilidade aos anseios e desejos das mulheres indígenas, permitindo um novo olhar e debate sobre a feminilidade indígena e suas formas de protagonismo.
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Mesmo com tanta agonia / Dir. Alice Andrade Drummond / Ficção / 20´ / São Paulo-SP / 2018
É aniversário da filha de Maria. No trajeto do trabalho para a festa, ela fica presa no trem, em função de uma pessoa caída acidentalmente sob os trilhos.
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Na trilha do boi falô / Dir. Caue Nunes / Documentário / 27´/ Campinas-SP/ 2018
A Lenda do Boi Falô narra a relação entre o escravizado Toninho e o Barão Geraldo de Rezende, na cidade de Campinas, interior do Brasil. O documentário busca identificar os contextos onde a lenda é transmitida e como ela relaciona-se com a questão racial brasileira. Por um lado, a lenda revela como o sistema de opressão escravocrata estruturava-se e como isso marca o imaginário da cidade. No entanto, o movimento negro local articula outros sentidos para a narrativa. Ao trilhar pela lenda as situações se revelam. Um filme sobre política, encantamento e autodeterminação.
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Mortalha / Dir. Grazie Pacheco / Ficção / 19´ / São Paulo-SP / 2018
Substantivo feminino; 1. pano ou vestimenta com que se envolve o cadáver de pessoa que será sepultada.
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Negrum3 (Blackn3ss) / Diego Paulino / Documentário / 22´/ São Paulo-SP / 2019
Entre melanina e planetas longínquos, NEGRUM3 propõe um mergulho na caminhada de jovens negros da cidade de São Paulo. Um ensaio sobre negritude, viadagem e aspirações espaciais dos filhos da diáspora.
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Dois (Two) /Dir. Vasilios Papaioannu / Documentário / 8´ / EUA / 2018
A conversa – entre som e imagem, estações que vem e que vão, paisagens naturais e modificadas e entre um homem e uma mulher invisíveis – começa como um dueto entre um diário de vídeo e uma gravação de campo e termina como um arquivo das possibilidades que hibernam a cada momento.
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Sol / Dir. Higor Mourão / Documentário / 10´ / São Paulo-SP / 2018
O que se move ao redor da SOL? Um corpo jovem, negro e não binário. O filme esboça as complexidades que transpassam neste corpo dissidente, delineando as (r)existências, as violências, os afetos, os sonhos e a importância de estar viva! Os raios da SOL incomodam e queimam uma sociedade que viola as pessoas que fogem de um “ideal” heteronormativo, tentando posicioná-las nas extremidades das esquinas e vielas escuras. Mas saímos de todos os bueiros.SOL_01

Mucunã / Dir. Carol Correia / Documentário / 16´ / Recife-PE / 2019
A subsistência, a existência e a resistência. A Arte. A Revolução. Nada se apaga. Tudo se paga. “Mucunã” foi vencedor do Prêmio Naíde Teodósio de Estudos de Gênero – Ano XI, na categoria Roteiro, promovido pela Secretaria da Mulher de Pernambuco em 2016. O filme retrata a história das mulheres do Sítio Rodrigues, vilarejo situado próximo a cidade de Belo Jardim, agreste pernambucano. Neste povoado todos descendem de uma índia, que ainda criança, foi capturada nas margens do Rio Ipojuca, levada para casa, “amançada” e obrigada a casar com seu algoz. Da indiazinha, as mulheres herdaram o exímio traquejo com o barro e através da sua arte subverteram a lógica devastadora do patriarcado se tornando provedoras do lar e revolucionando uma realidade de violência e miséria extrema.
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Interrogação (ou psicopata militar) / Dir. Moisés Pantolfi / Animação / 1´ / Guarulhos-SP / 2019
Chovia na noite de segunda feira (17/09) no Rio de Janeiro. Rodrigo Alexandre da Silva Serrano, de 26 anos, desceu a ladeira para esperar a mulher e os filhos com um guarda-chuva preto. De repente três disparos.
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Fabiana / Brunna Laboissière / Documentário / 90´/ São Paulo-SP e Goiânia-GO / 2018
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Fabiana é uma experiente caminhoneira transexual que se prepara para deixar as estradas. O documentário a acompanha bem de perto, do banco do carona, durante as últimas semanas antes da aposentadoria e nas conversas da viagem ela abre seu coração a respeito de sexualidade, amor, solidão e medos.
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Pluma Forte / Dir. Coraci Ruiz / Documentário Experimental / 13´/ São Paulo-SP / 2019
Um doc-poema sobre o corpo da mulher: dissidente, desejante, desviado, empoderado, suado, latejante, sobrevivente. Em cena, quatro artistas que desafiam os padrões, subvertem as normas e poetizam seus corpos em atos de resistência e transgressão.
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Nós (Nosotros) / Dir. Ana Millán / Ficção / 19´/ Espanha / 2019
Carlos e Fran são um casal há muito tempo. Alex é amigo de infância de Carlos. Amizade de amor. Trio. Relação. Parceria. Triângulo amoroso. Todas essas palavras farão sentido depois de uma noite de loucura. Os três personagens serão capazes de definir o que sentem?
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A viagem das mariposas (El Viaje de las Mariposas) / Dir. Christian Barreto / Ficção / 19´/ Espanha-Colômbia / 2018
Em um grupo de migrantes que viaja para os Estados Unidos está Mariana, uma mãe que deixou a filha para trás por um futuro melhor; mas a viagem se tornará um pesadelo, pelo menos para Mariana, pois as cartas que ela envia à filha são uma realidade distorcida do que ela está sofrendo em sua própria carne.
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Ashmina / Dir. Dekel Berenson / Ficção / 16´/ EUA / 2018
Aninhada entre um belo lago e o Himalaia, Ashmina, 13 anos, vive com sua família nos arredores de Pokhara Nepal, capital mundial do parapente. A cidade remota e tradicional também é um destino turístico movimentado, onde os habitantes locais são profundamente afetados pelos enxames de turistas que a visitam diariamente. Forçada a pular a escola, Ashmina ajuda sua família a sobreviver, trabalhando no campo de pouso, embalando os paraquedas de pilotos estrangeiros em troca de pequenas mudanças.
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Água de rio (Agua de río) / Dir. Luciano Nacci / Documentário / 6´ / Argentina / 2018
Ao sul da Argentina, um de seus rios mais preciosos é poluído ano após ano devido ao fracking (fraturamento hidráulico) que polui a água. A cidade e seu povo tentarão impedir a perda do rio.
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Rasga mortalha / Dir. Patrícia de Aquino / Ficção / 15´/ São Domingos do Cariri-Paraíba-Brasil / 2018
Baseado na lenda da “Rasga Mortalha” , o filme conta a história de Seu Arlindo , um senhor que vive no interior do Brasil e que passa a ouvir os rumores da vizinhança e os barulhos da coruja agourenta. Preocupado com a situação, Seu Arlindo passa a acreditar que a coruja está matando as pessoas da região, sendo assim, ele planeja a captura da ave, a fim de acabar de uma vez por todas com a tristeza da população local.
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Nadir / Dir. Pedro de Filippis / Documentário / 9´/ Brasil-Hungria / 2017
Um olhar afetivo sobre o cotidiano de Nadir, mestra de cultura popular de uma comunidade quilombola do interior de Sergipe. A música de Nadir e seus silêncios.
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Quebramar / Dir. Cris Lyra / Ficção / 26´/São Paulo-SP/ 2019
Sapatonas vão à praia. Levam seus corpos, afetos e memórias. É ano novo e têm sempre umas às outras.48800691326_7ea684186d_k

Chuva é cantoria na aldeia dos mortos / Dir. João Salaviza, Renée Nader Messora / Ficção / 114´/ Tocantins-Brasil/Portugal / 2018
Ihjãc é um jovem do povo Krahô, aldeia indígena localizada em Pedra Branca, no interior do Brasil. Depois de ser surpreendido pela visita do espírito de seu falecido pai, ele se sente na obrigação de organizar uma festa de fim de luto, comemoração tradicional da comunidade.
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Conte isso àqueles que dizem que fomos derrotados / Dir. Aiano Bemfica, Camila Bastos, Cris Araújo, Pedro Maia de Brito / Documentário / 23´/ Belo Horizonte-MG – Recife-PE / 2018
Na escuridão as luzes apontam o caminho.
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A viagem de seu Arlindo / Dir. Sheila Altoé / Ficção / 17´/ Vargem Alta-ES / 2018
Na Comunidade Quilombola de Pedra Branca, nas montanhas capixabas, os mais velhos preservam a tradição de contar histórias para os mais jovens como a do dia em que o Seu Arlindo decide fazer uma misteriosa viagem, deixando intrigados os moradores da comunidade.
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Coração é Terra que Ninguém Vê / Dir. Isabela Vitório / Ficção / 20´/ Distrito Federal-DF / 2018
Marilene busca um lugar de afeto e acredita que vai encontrá-lo ao lado de suas netas.
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A luta indígena no Brasil (The indigenous struggle in Brazil) / Dir. Lucca Messer / Documentário / 3´ / 2019 / Terra Piaçaguera-SP / 2019
O genocídio dos povos indígenas do Brasil começou quando os portugueses colonizaram o país em 1500. Hoje, com políticas ultra conservadoras adotadas pelo presidente Jair Bolsonaro e seu partido PSL, as comunidades indígenas estão se mobilizando para resistir às políticas que buscam enfraquecer e potencialmente tirar comunidades do mapa.
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Semi-úmido / Dir. Luisa Mello e Vinicius Forain / Documentário / 25´/ Rio de Janeiro-RJ / 2019
O excesso de umidade no atelier da artista visual Cláudia Tavares no Rio de Janeiro é utilizado para a criação de um jardim em Floresta, povoado no semiárido nordestino, sem chuva há mais de 5 anos. O filme segue a jornada de Cláudia e sua filha Sofia chegando neste lugar onde o pai de Sofia vive. Semi Úmido é sobre o encontro entre duas realidades ligadas por água e afeto.
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Sempre verei cores no teu cinza / Dir. Anabela Roque / Documentário / 18´/ Rio de Janeiro-RJ / 2018
No Brasil, a universidade pública está em risco. Desde 2015, a UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro – vive uma situação de precarização que só tem se agudizado. Estudantes, professores e funcionários que se recusam a aceitar a situação se organizam para resistir e reivindicar. Entre os protagonistas dessa luta está a estudante de arte Matheusa Passareli, ativista LGBTQ, desaparecida desde Abril de 2018, no Rio de Janeiro.
Matheus Passareli, aluno protagonista de SEMPRE VEREI CORES

Pulse / Dir. Sarah Forest, Cécile Floucat, Pauline Javelot, Juliette Gales, Thibaut Wambre, Kevin De Garidel / Animação / 7´/ França / 2018
Jonas, um jovem sensível que vem de uma família de pescadores, descobre uma enorme baleia morta na praia, arpada de todos os lados. Suas barriga revira diante da violência, ele sente a dor pela qual o animal passou. Ele é dividido entre suas tradições e sua empatia pela natureza.
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Nove águas / Dir. Gabriel Martins e Quilombo dos Marques / Ficção / 25′ / Belo Horizonte-MG / 2019
Em 1930, Marcos e seu grupo saíram do Vale do Jequitinhonha rumo ao Vale do Mucuri. Fugindo da seca, da fome e da violência no campo, a história de luta por água e terra protagonizada pelos moradores do Quilombo Marques, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais.
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Banquete Coutinho / Dir. Josafá Veloso / Documentário / 74´ / 2019
Teria um dos mestres do cinema brasileiro feito sempre o mesmo filme? A partir de um encontro filmado com o diretor em 2012 e vasto material de arquivo, o filme mantém acesas as inquietações do cineasta, falecido dois anos após a entrevista. Obra e pensamento de Coutinho resistem ao tempo, que a tudo apagará.
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Peixe dourado (Goldfish) / Dir. Maryam Farahzadi / Animação / 4´45´´ / EUA / 2019
A história é sobre a coragem de seguir seus sonhos.
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Invasão (Invasion) / Dir. Victoria B. / Animação / 3´ / EUA / 2019
Um jovem jacaré Scoot e sua melhor amiga, a borboleta azul, são expulsos de sua casa em Everglades por uma força misteriosa.
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Peixe assado (Peix al forn) / Irene Cubells / Animação / 4´ / Espanha / 2018
Receita típica do Mediterrâneo, preparada de maneira crítica.
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Lily’s Hair / Dir. Raphael Gustavo Silva / Ficção / 15´ / GO / 2019
Lily é uma garota negra que não gosta de seus cabelos. Com a ajuda de Caio, seu amigo cadeirante, tenta ter os cabelos do jeito que sempre sonhou.
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Circuito (Circuit) / Dir. Delia Hess / Animação / 8´41´´ / Switzerland / 2018
Em um pequeno planeta, apanhados em seu pequeno universo particular, os habitantes realizam suas ações poeticamente surreais, que se repetem em um ciclo interminável. Todos eles fazem parte de um pequeno ecossistema complexo, que só pode funcionar se cada um deles desempenhar seu papel, algo que eles desconhecem.
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Papagaio Verde / Dir. Anderson Lima / 8´/ Ficção / Belo Horizonte-MG / 2017
Ao perder seu papagaio, uma dupla de amigos pensa em invadir um quintal. Mas a vida de um deles está prestes a mudar.
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Dono de casa / Dir. Anderson Lima / Ficção / 8′ / Belo Horizonte-MG / 2017
Um menino pede para brincar com as meninas. No início ele é dono de uma oficina, mas sem carros para consertar ele precisa encontrar outro papel na brincadeira.
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Aniversário e castigo / Dir. Anderson Lima / Ficção / 8′ / Belo Horizonte-MG / 2017
No dia do aniversário de Lucas sua mãe resolveu deixá-lo de castigo. Mas os amigos da rua não vão deixar barato e vão fazer uma festa mesmo que para isso precisem realizar um plano de fuga mirabolante.

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A sússia / Dir. Lucrécia Dias / Documentário / 17´/ Arraias-TO / 2018
Na Comunidade Quilombola de Pedra Branca, nas montanhas capixabas, os mais velhos preservam a tradição de contar histórias para os mais jovens como a do dia em que o Seu Arlindo decide fazer uma misteriosa viagem, deixando intrigados os moradores da comunidade.
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Um Café e Quatro Segundos / Dir. Cristiano Requião / Ficção / 16´´ / Rio de Janeiro-RJ / 2018
Dois torturadores se encontram para tomar um café depois de mais de trinta anos sem se verem, para acertarem contas daquela época.
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Cicatrices / Dir. Walter Manrique / Ficção / 14´/ Peru / 2019
Após um acidente, Ernest é forçado a voltar para casa e permanece enquadrado em uma vida estrangeira e rotineira. Seus sonhos frustrados entram na monotonia dos dias e velhas feridas exigem tratamento.
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Blue tomorrow / Dir. Numan Ayaz/ Animação / 15´/ Ankara / 2019
Um homem que mora sozinho em sua ilha faz uma jornada desconhecida causada por Blue, amanhã, subindo o oceano. Depois de testemunhar uma catástrofe no caminho, ele encontra esperança novamente com outras pessoas. Mas quando o oceano se levanta novamente desta vez, ele toma uma decisão inesperada com outro desconhecido.
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Espero tua (re)volta / Eliza Capai / Documentário / 93´/ São Paulo-SP / 2019
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Um retrato do movimento estudantil que ganhou força a partir do ano de 2015, ocupando escolas estaduais por todo Brasil. Acompanhando três jovens do movimento e com imagens de arquivo de manifestações desde 2013, o documentário tenta compreender as ocupações e as suas principais pautas a partir do ponto de vista dos estudantes envolvidos.
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Estou me guardando para quando o carnaval chegar / Dir. Marcelo Gomes / Documentário / 86´ / Toritama-PE/ 2019
A cidade de Toritama é um microcosmo do capitalismo implacável: a cada ano, mais de 20 milhões de jeans são produzidos em fábricas de fundo de quintal. Os moradores trabalham sem parar, orgulhosos de serem os donos do seu próprio tempo. Durante o Carnaval – o único momento de lazer do ano -, eles transgridem a lógica da acumulação de bens, vendem seus pertences sem arrependimentos e fogem para as praias em busca de uma felicidade efêmera. Quando chega a Quarta-feira de Cinzas, um novo ciclo de trabalho começa.
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