





CINZENTA: INVENTÁRIOS DE CHAMINÉ
Dir. Natália Reis, Doc. 19’, MG, 2026 (Livre)
Cinzenta é um curta-metragem sobre a presença persistente da chaminé da antiga Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio em Santos Dumont. Antes central na vida cotidiana, ela hoje se ergue como lembrança de um passado industrial. Por meio de fragmentos de arquivo e memórias pessoais, o filme entrelaça histórias públicas e privadas, interrogando o que permanece após o declínio da companhia.
12/9 - Sábado


17h
Em breve divulgaremos os filmes desta sessão.
O AÇO DOS MEUS OLHOS
Dir. Pedro Garcia, Doc. Exp. 8’, DF, 2026 (Livre)
No ano de 2024, trabalhadores da educação entram em greve por melhores condições de trabalho. Em uma escola do Recanto das Emas, Distrito Federal, professores, técnicos e estudantes se mobilizam conjuntamente. Uma voz coletiva ecoa no ar.
O filme é composto por três camadas: (1) Imagens em Super 8 dos rastros da greve deixados no prédio vazio; (2) Fotografias analógicas de mobilizações e encontros realizados durante a greve; (3) A gravação da voz de um estudante junto com o que é vivo e o que não é.




DO CALDEIRÃO DA SANTA CRUZ DO DESERTO
Dir. Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith, Exp. 11’, CE, 2025 (Livre)
Liderado pelo Beato José Lourenço, o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto foi um movimento de comunitarismo religioso que durou de 1926 a 1937, ano em que foi invadido pela polícia e bombardeado pela Força Aérea Brasileira. A comunidade é hoje citada como exemplo de autonomismo campesino por lideranças quilombolas, agroecológicas e do MST.
Filmado em 16mm com película vencida descoberta em um depósito da Aeronáutica no Recife, o trabalho combina revelação caseira e finalização digital.
19h
Sessão seguida de conversa com os realizadores


OS ARCOS DOURADOS DE OLINDA
Dir. Douglas Henrique, Doc. 24’, PE, 2025 (10 anos)
Olinda é palco de uma guerra fria tardia entre a primeira prefeita comunista do Brasil e o primeiro McDonald's. O que fez Olinda ficar conhecida como a primeira cidade DO MUNDO a falir um McDonald's?


KAKXOP PAHOK: AS CRIANÇAS CEGAS
Dir. Cassiano Maxakali e Charles Bicalho, Anim. 17’, MG, 2025 (12 anos)
Os homens da aldeia foram caçar. Muito tempo se passou… e eles não retornaram. As mulheres da aldeia trocaram seus filhos entre si, para não ficarem sem maridos, e passaram a viver uma nova vida. Porém, um dia os homens voltaram… Falado em seu idioma e ilustrado pelos Maxakali de Minas Gerais, Kakxop pahok se baseia em história tradicional do povo Maxakali (Tikmû´ûn). E forma a Trilogia Hãmnõgnõy de animações indígenas com Konãgxeka: o dilúvio maxakali (2016) e Mãtãnãg, a encantada (2019).
ANFITRIÕES HÁ MEIO SÉCULO
Dir. Typju Mỹky e André Tupxi Lopes, Doc. 39’, MT, 2025 (Livre)
O filme traz a perspectiva de nosso povo Mỹky sobre os 50 anos de contato com a população não indígena. Retratamos nossa vivência e circulação no território, como a coleta de tucum e bacaba, a ida à cidade de Brasnorte para realizar compras, acessar serviços e participar da política local. O jovem Typju Mỹky nos guia junto aos anciões, que refletem sobre nosso modo de existência e as mudanças vividas por nosso povo no último meio século. Os relatos sobre o passado e as imagens de arquivo ajudam a compreender a vida antes da chegada dos kewa – os não indígenas – e as profundas transformações trazidas com eles. Finalmente, é chegada a hora de contarmos a nossa própria versão da história.


MINHOCUÇU
Dir. Leonardo Branco e Lucas Campos, Doc. 19´, MG, 2026
Rhinodrilus alatus – minhoca com nariz e asas, ou, Minhocuçu, a junção de “minhoca” e o sufixo tupi “usu”, que significa “minhoca gigante”.









