Filmes selecionados

Anfitriões há meio século

Dir. Typju Mỹky e André Tupxi Lopes, Doc. 39’, MT, 2025 (Livre)

O filme traz a perspectiva de nosso povo Mỹky sobre os 50 anos de contato com a população não indígena. Retratamos nossa vivência e circulação no território, como a coleta de tucum e bacaba, a ida à cidade de Brasnorte para realizar compras, acessar serviços e participar da política local. O jovem Typju Mỹky nos guia junto aos anciões, que refletem sobre nosso modo de existência e as mudanças vividas por nosso povo no último meio século. Os relatos sobre o passado e as imagens de arquivo ajudam a compreender a vida antes da chegada dos kewa – os não indígenas – e as profundas transformações trazidas com eles. Finalmente, é chegada a hora de contarmos a nossa própria versão da história.


Benedita

Dir. Lane Lopes e Cadu Azevedo, Fic. 20’, RJ, 2025 (Livre)

Submetida a um trabalho de alta periculosidade na Siderúrgica onde trabalha, Benedita começa a sentir estranhas ondas de calor que não cessam quando ela deixa seu posto. Sobrecarregada pela rotina como operária e mãe solo, Benedita começa a derreter.


Braço forte

Dir. João Fernando Chagas e Rubens Fabrício Anzolin, Fic. 24´, RS, 2026 (14 anos)

Na antiga zona portuária de Pelotas, os homens trabalham enquanto a escuridão se instala.


Cinema Moderno

Dir. Felipe André Silva, Híbrido, 12’, PE/RJ, 2026 (12 anos)

Vendi os direitos da minha vida para o cinema brasileiro. Acho que me arrependi.


Comunhão

Dir. Pétala Lopes, Doc., 23’, SP, 2025 (16 anos)

Amigas lésbicas de mais de 50 anos embarcam em uma viagem juntas e, longe dos olhares do mundo, celebram sua amizade, desejo e liberdade. Durante o fim de semana, vivem intensamente a plenitude de uma realidade que já carregam, fortalecendo os laços que as unem.

Cinzenta: inventários da chaminé

Dir. Natália Reis, Doc. 19’, MG, 2026 (Livre)

Cinzenta é um curta-metragem sobre a presença persistente da chaminé da antiga Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio em Santos Dumont. Antes central na vida cotidiana, ela hoje se ergue como lembrança de um passado industrial. Por meio de fragmentos de arquivo e memórias pessoais, o filme entrelaça histórias públicas e privadas, interrogando o que permanece após o declínio da companhia.

Das tripas coração

Dir. Ana Carolina, Fic. 100´, RJ/SP, 1982 (16 anos)

Um colégio tradicional para meninas, praticamente à beira da falência, sofre uma intervenção do Estado. O interventor encarregado de definir a data do fechamento da escola aguarda as diretoras e professoras em uma sala de reuniões. Neste último dia, as alunas se envolvem em confusões o tempo todo, sendo punidas por seus comportamentos. Enquanto espera, o interventor tira um breve cochilo e tem um sonho, no qual presencia as alunas e professoras do colégio e o pesadelo que elas enfrentam nesse último dia.


Dentro do meu peito mora um cão

Dir. Gabriel Afonso, Fic. 24’, MG, 2025 (12 anos)

Numa cidade explorada pela mineração, Josué não consegue dormir. Cercado por montanhas, medos e frustrações, ele reflete incessantemente sobre os desafios do início da vida adulta.


Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto

Dir. Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith, Exp. 11’, CE, 2025 (Livre)

Liderado pelo Beato José Lourenço, o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto foi um movimento de comunitarismo religioso que durou de 1926 a 1937, ano em que foi invadido pela polícia e bombardeado pela Força Aérea Brasileira. A comunidade é hoje citada como exemplo de autonomismo campesino por lideranças quilombolas, agroecológicas e do MST.

Filmado em 16mm com película vencida descoberta em um depósito da Aeronáutica no Recife, o trabalho combina revelação caseira e finalização digital.


Dynamite Som, o futuro é Lamento Negro

Dir. Lia Letícia e Pedro Severien, Doc. 20’, PE, 2026 (Livre)

As jovens Aleph e Dandara vivem num tempo onde não existe música nem dança. Proibido se divertir! Elas intuem que uma viagem ao passado para recuperar essas memórias apagadas pode transformar o seu presente. Encontram o grupo afro cultural Lamento Negro de Peixinhos, Olinda, e, juntos, planejam mandar esses arquivos para o futuro!


Entrevista com fantasmas

Dir. Lincoln Péricles (LK), Fic. 10’, SP/RS, 2026 (Livre)

Existe um cinema que não existe.


Fronteriza

Dir. Nay Mendl e Rosa Caldeira, Fic. 20’, SP/PR, 2025 (Livre)

Lucca, um jovem homem trans da periferia de São Paulo, viaja até a fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina em busca do pai que nunca conheceu. Ao chegar, conhece Diego, um paraguaio que vive na fronteira e o apresenta à região de uma forma que Lucca jamais imaginou. Juntos, eles descobrem semelhanças e diferenças em seus modos de vida que vão além dos binarismos de gênero, identidade e território.


Grão

Dir. Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa, Fic. 24’, RS, 2026 (14 anos)

Em um porto no extremo sul do Brasil, Leandro vive informalmente recolhendo a soja que foi extraviada durante o transporte. Mas a crise que acomete o país põe em risco seu sustento. Sem perspectivas, ele vaga com seu carro com o som no máximo. Noite adentro, ele parte em busca de companhia, mas nada sai como esperado.


Kakxop pahok: as crianças cegas

Dir. Cassiano Maxakali e Charles Bicalho, Anim. 17’, MG, 2025 (12 anos)

Os homens da aldeia foram caçar. Muito tempo se passou… e eles não retornaram. As mulheres da aldeia trocaram seus filhos entre si, para não ficarem sem maridos, e passaram a viver uma nova vida. Porém, um dia os homens voltaram… Falado em seu idioma e ilustrado pelos Maxakali de Minas Gerais, Kakxop pahok se baseia em história tradicional do povo Maxakali (Tikmû´ûn). E forma a Trilogia Hãmnõgnõy de animações indígenas com Konãgxeka: o dilúvio maxakali (2016) e Mãtãnãg, a encantada (2019).

Mar de rosas

Dir. Ana Carolina, Fic. 90´, RJ, 1977 (14 anos)

Em viagem de carro ao Rio de Janeiro, Sérgio e Felicidade discutem a crise de seu casamento diante da filha adolescente, Betinha. Em um hotel, Felicidade tenta matar o marido e foge com a filha rumo a São Paulo. Na estrada, ao perceber que estão sendo seguidas, inicia-se um confronto marcado por revelações e tentativas de aniquilação mútua.


Minhocuçu

Dir. Leonardo Branco e Lucas Campos, Doc. 19´, MG, 2026

Rhinodrilus alatus – minhoca com nariz e asas, ou, Minhocuçu, a junção de “minhoca” e o sufixo tupi “usu”, que significa “minhoca gigante”.


O aço dos meus olhos

Dir. Pedro Garcia, Doc. Exp. 8’, DF, 2026 (Livre)

No ano de 2024, trabalhadores da educação entram em greve por melhores condições de trabalho. Em uma escola do Recanto das Emas, Distrito Federal, professores, técnicos e estudantes se mobilizam conjuntamente. Uma voz coletiva ecoa no ar.
O filme é composto por três camadas: (1) Imagens em Super 8 dos rastros da greve deixados no prédio vazio; (2) Fotografias analógicas de mobilizações e encontros realizados durante a greve; (3) A gravação da voz de um estudante junto com o que é vivo e o que não é.

Ontem Lembrei de Minha Mãe

Dir. Leandro Afonso Guimarães, Fic. 23’, PR, 2025 (14 anos)

Um episódio da infância retorna à memória de um homem sem terra


Os Arcos Dourados de Olinda

Dir. Douglas Henrique, Doc. 24’, PE, 2025 (10 anos)

Olinda é palco de uma guerra fria tardia entre a primeira prefeita comunista do Brasil e o primeiro McDonald's. O que fez Olinda ficar conhecida como a primeira cidade DO MUNDO a falir um McDonald's?

Para os guardados

Dir. Desali e Rafael Rocha, Exp. 64´, MG, 2025 (Livre)

Na periferia de Contagem no Nacional, Fael da A.P.N. carrega kits JUMBO até familiares de amigos encarcerados. No caminho, reencontra vozes, memórias e companheiros que compartilham suas vivências, dores e estratégias diante do sistema prisional. Entrelaçando a vida pessoal do protagonista com áudios enviados aos amigos presos, o filme constrói um retrato íntimo e coletivo das marcas do cárcere e das redes de cuidado que resistem ao abandono. Gerações da quebrada se encontram pra refletir.

Windows 51

Dir. Sandro Garcia, Doc. 15’, RJ, 2026 (10 anos)

Das janelas de minha casa, eu vejo tudo.

A casa que eu nasci, minha rua e josé inácio da silva filho,

Meu padrinho alcoólatra.